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Cartaz da 17ª Bienal
A referência à arte retoma seu lugar. Dividido ao meio em dois campos verticais, cada lado é o negativo do outro. A palavra INTERARTE, principal elemento gráfico, está manuscrita, e a superfície das letras é filtrada por uma retícula, de modo a sugerir uma tela de vídeo. O cartaz aborda tanto o princípio norteador da exposição, ancorado na analogia de linguagens, quanto a complexidade da cena artística contemporânea, marcada pela integração entre as artes, pela convivência de mídias diversas e pela conseqüente diluição de fronteiras. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.300

Autoria: Dario Chiaverini, Donato Ferrari e Celso Sparapan

"A referência à arte retoma seu lugar. Dividido ao meio em dois campos verticais, cada lado é o negativo do outro. A palavra "INTERARTE", principal elemento gráfico, está manuscrita, e a superfície das letras é filtrada por uma retícula, de modo a sugerir uma tela de vídeo. O cartaz aborda tanto o princípio norteador da exposição, ancorado na analogia de linguagens, quanto a complexidade da cena artística contemporânea, marcada pela integração entre as artes, pela convivência de mídias diversas e pela conseqüente diluição de fronteiras". Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.300

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30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: William Hebling

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Victor Bergmann

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Tobi Maier

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Tatiana Tabak

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Roman Atamanczuk

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Rico Lins

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Renato Tadeu Cardilli

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Renata Graw

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Rafael Antônio Todeschini

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Pedro Moraes

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Miguel Nobrega

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Matheus Leston

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Luis Pérez-Oramas

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Jair de Souza

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Isabela Villanueva

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Felipe Kaizer

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Elaine Ramos

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Douglas Higa

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Débora Falleiros Gonzales

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: David Francisco

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Daniel Trench

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Daniel Frota de Abreu

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Cecília Oliveira da Costa

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Aninha de Carvalho

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: André Stolarski

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: André Severo

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: André Noboru

30ª Bienal de São Paulo
A metáfora de constelação, ponto central da proposta do curador Luis Pérez-Oramas, serviu de base para o desenvolvimento das ideias dos participantes do workshop de criação dos cartazes da 30ª Bienal, formado por membros da equipe curatorial e designers convidados. O trabalho coletivo foi norteado por profissionais como Chico Homem de Mello e a dupla de designers holandeses Mevis & Van Deursen.

Autoria: Adriano Guarnieri

26ª Bienal de São Paulo
Tarefa a cargo do cartunista Ziraldo e homenagem da Bienal ao mesmo, que, por sua vez, não cobrou pela obra, o cartaz da mostra Terra de Ninguém fez alusão aos mapeamentos geográficos propostos pela curadoria de Alfons Hug. Tendo em conta a diversidade e miscigenação brasileiras, a peça apresenta uma variedade dos 143 tons diferentes de pele existentes no país.

Autoria: Ziraldo

23ª Bienal de São Paulo
Solicitada a enviar um desenho para ser utilizado no cartaz, a artista enviou quatro. Optou-se então por produzir quatro peças, variando em cada uma a imagem reproduzida. O cartaz impôs-se como o de maior impacto, tendo sido adotado como principal peça de divulgação. Em que pese o fato de o cartaz representar um retorno ao esquema reprodução de obra + textos informativos, reunidos por um diagrama-padrão, ele cumpriu com eficiência seu papel de ícone do evento graças à força do desenho. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.302

Autoria: Louise Bourgeois

22ª Bienal de São Paulo
O cartaz não mostra a obra, mas a embalagem da obra. Trata-se de uma embalagem industrial, sobre a qual foram feitas inscrições em um grafismo impregnado de uma gestualidade descuidada. A imagem resultante faz referência tanto a procedimentos artísticos voltados à valorização da banalidade do cotidiano, quanto à preocupação da arte para com seus próprios processos, inclusive o de sua legitimação por meio de eventos do circuito internacional. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.302

Autoria: Fernando Bakos

21ª Bienal de São Paulo
Seguindo na esteira da ruptura com os cânones modernos, o cartaz apóia-se na colagem como recurso básico de geração de imagem. Complexidade ao invés de simplicidade, profusão ao invés de concisão. A colagem mistura referências da história da arte, incluindo de uma coluna grega, passando pelo Pensador, de Rodin, e chegando até a videoarte. Trata-se de uma tentativa de traduzir os princípios da curadoria, que consistiam em abrir o evento para a cultura urbana e para a multiplicidade das manifestações artísticas. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.302

Autoria: Rico Lins

20ª Bienal de São Paulo
Este cartaz é o que com maior nitidez atesta a superação do projeto moderno. Polêmico, produziu uma imagem forte e memorável. Está presente o código da brasilidade - a indefectível banana -, está presente a irreverência da produção artística - a subversão da banana -, está presente a imagem de assimilação imediata pelo público, adequada a uma Bienal que ingressa no circuito de massa. Apesar das críticas da época, que desqualificavam a peça em função do entendimento da banana como sendo uma imagem estereotipada de brasilidade, ele se afirmou como um dos mais lembrados cartazes de Bienais. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.302

Autoria: Rodolfo Vanni

19ª Bienal de São Paulo
Como no cartaz da 18ª Bienal, o número da edição é o elemento principal, mas a vibração cromática e a profusão de formas daquele cede lugar à sobriedade dos pretos e marrons e à concisão deste. O tema adotado pela curadoria é Utopia versus Realidade. Uma pincelada contínua - o gesto fundante da pintura - transforma os números um e nove em uma única imagem, à qual se acrescenta uma pequena mancha vermelha dentro do olho do número nove. O conjunto flutua solitário no campo definido pela linha de horizonte. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.300

Autoria: José Maria Lopez Prieto

18ª Bienal de São Paulo
Aqui a referência ao campo da arte se faz por meio de uma colagem impregnada de um sabor de ingenuidade e leveza, na qual o tema é novamente o numeral. Uma atmosfera de brasilidade toma conta da cena gráfica, uma brasilidade derivada da estética popular reprocessada pelo olhar contemporâneo. Coincidência ou não, o aspecto de patchwork do cartaz coincide com a Bienal da Grande Tela, na qual os quadros, dispostos lado a lado em três extensos corredores, tornavam-se fragmentos de uma gigantesca colagem. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.300

Autoria: Cláudia Stamacchia

16ª Bienal de São Paulo
Retoma-se o diagrama dos cartazes da nona e da 12ª Bienais, sendo que desta vez o elemento gráfico é o número 16, repetido 16 vezes. Ainda que a alusão continue a ser política, temos o retorno a um discurso no qual o assunto é a própria Bienal. O desenho da seqüência de numerais sugere um percurso no qual a Bienal vai pouco a pouco se desprendendo de uma massa gráfica compacta e indefinida - alusão aos anos de censura, responsáveis por nublar várias edições do evento - e volta a ganhar contornos nítidos e reconhecíveis. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.298

Autoria: Cláudio Moschella

15ª Bienal de São Paulo
Esta foi a Bienal das Bienais, edição programada para ser a reunião das obras estrangeiras premiadas nas 14 edições anteriores. Em vista disso, o curador encomendou um cartaz no qual deveriam necessariamente ser incluídas reproduções em formato reduzido dos cartazes de todas as edições anteriores. Isso limitou o trabalho do designer a um arranjo envolvendo as 14 imagens, transformadas por ele em moldura para o quadrado preto central, no qual se destaca o número 15. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.298

Autoria: Carlos Clémen

14ª Bienal de São Paulo
Aqui já não há tanto espaço para ambigüidades: a referência à censura é clara, representada pelas 13 tiras de papel em branco rasgadas - metáforas tanto das 13 edições anteriores da Bienal, como também das muitas mensagens caladas pelo governo militar. Dessa forma, a Bienal anunciada pelo cartaz, representada pela 14ª tira de papel, afirma-se como o único espaço possível de expressão. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.298

Autoria: Regis Madureira Cardieri

12ª Bienal de São Paulo
O diagrama é análogo ao do cartaz da nona Bienal, alterando-se as formas geométricas e seu número - agora são doze circunferências ao invés de nove quadrados. O raciocínio, no entanto, é distinto, e a rede de significações desloca-se da arte para a política: no lugar onde deveria estar a 12ª circunferência, correspondente à 12ª Bienal, aparece um círculo vermelho, alusão velada à repressão política vigente no país. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.296

Autoria: Cláudio Moschella

10ª Bienal de São Paulo
Um exemplo de diálogo, e não de submissão, entre as linguagens das artes plásticas e do design gráfico. Neste caso, as sutilezas da op-art informam o design moderno, cabendo lembrar tanto a natural afinidade entre os dois, como a presença marcante dos mais destacados artistas desse movimento artístico nas oitava e nona Bienais. A solução gráfica confere à faixa preta diagonal a tarefa de entrar no campo do cartaz, empurrar a trama de linhas, deslocar o eixo vertical superior e, como resultado dessa operação, criar um efeito ótico de vibração. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.296

Autoria: Maria Argentina Bibas

9ª Bienal de São Paulo
A precisão do design da chamada escola suíça comprova o quanto pode ser fecunda a máxima menos é mais. O número nove dá origem aos nove quadrados, e a seqüência visual faz alusão às transformações pelas quais passa a arte no período: parte-se de um campo bem definido e delimitado por uma moldura, e caminha-se em direção a um campo onde não há distinção entre o que está dentro e o que é moldura, ou seja, a uma obra cujas fronteiras passam a ser impossíveis de precisar. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.296

Autoria: Gobel Weyne

8ª Bienal de São Paulo
O universo próprio da linguagem gráfica retorna à cena, e o tema é novamente o numeral, já tratado nos cartazes da quinta e da sexta Bienais, e que seria novamente tematizado anos mais tarde. Neste caso, é investigado o limite da legibilidade do número oito em função do enquadramento, e não em função da definição da imagem, como no cartaz da sexta Bienal. As cores são os mesmos azul e verde adotados por Aloísio Magalhães no símbolo da instituição, que havia sido projetado e implantado em 1963. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Dersio Bassani

7ª Bienal de São Paulo
Nesta edição, é reutilizado o esquema imagem importada das artes plásticas + textos informativos, como na segunda Bienal, repetindo-se também a autoria por um destacado artista do abstracionismo informal brasileiro. Ainda que a imagem e o diagrama sejam competentes e precisos, trata-se de um exemplo de submissão da linguagem gráfica à linguagem das artes plásticas. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Danilo Di Prete

6ª Bienal de São Paulo
O enfraquecimento dos rigores da ortodoxia geométrica que ocorria na pintura repercute no design. O passo anterior - tratar de temas gráficos, autônomos em relação à pintura - consolida-se, mas a concisão e a limpeza da linhagem construtiva cedem lugar à tematização das desordens escondidas sob ordens aparentemente rigorosas. Neste caso, isso se dá por meio da ampliação de um detalhe de uma retícula - um rigoroso sistema de ordem para geração de imagens impressas -, o qual revela as irregularidades produzidas pelo contato da tinta com as rugosidades do papel. O resultado é um novo salto, desta vez em termos de vigor e ousadia da linguagem gráfica. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Luís Osvaldo Vanni

5ª Bienal de São Paulo
Mais um passo rumo à afirmação da autonomia da linguagem gráfica em relação às artes plásticas. Este é o primeiro cartaz exclusivamente tipográfico, no qual o tema é o estabelecimento de uma relação de semelhança entre o numeral 5 e a letra b. Apesar da relativa timidez do resultado, o fato de a imagem formada pela justaposição do 5 e do b estar apoiada sobre uma massa de texto diagramada de modo a configurar um retângulo revela a filiação a um design de raiz construtiva. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Arnaldo Grostein

4ª Bienal de São Paulo
Alexandre Wollner dá um passo adiante. Enquanto no cartaz da Bienal anterior ainda tínhamos ressonâncias de uma obra de arte construtiva, aqui os elementos específicos da linguagem do design gráfico passam a ser tematizados - no caso, a retícula, base da formação dos meios tons em imagens impressas. Não estamos mais diante de uma obra de arte à qual foi acrescentado um texto, mas sim diante de uma peça na qual texto e imagem formam um conjunto coeso. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Alexandre Wollner

3ª Bienal de São Paulo
Este é o primeiro cartaz no qual a linguagem gráfica ganha autonomia em relação à pintura. É uma situação oposta à da primeira Bienal: lá, o autor era um artista construtivo e também um designer bissexto; aqui, o autor é um designer e também um artista construtivo bissexto. As formas sucedem-se em progressão matemática - a diagonal de cada quadrado configurado pelos pares de triângulos tem a mesma medida do lado do quadrado seguinte -, enquanto os textos são cuidadosamente diagramados de modo que o cartaz inteiro obedeça a um único princípio compositivo. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.294

Autoria: Alexandre Wollner

2ª Bienal de São Paulo
O abstracionismo é mantido como referência principal, mas este cartaz representa uma interrupção na sequência de obras filiadas à vertente geométrica. Seu autor é figura destacada no panorama do abstracionismo informal brasileiro, e é natural que essa importância ganhasse visibilidade nos cartazes. O resultado deixa clara uma maneira de pensar a linguagem gráfica ainda muito próxima ao fazer do artista plástico: importa-se uma imagem do mundo da arte, adequando-a às técnicas de impressão, e acrescentando os textos informativos necessários. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.292

Autoria: Antônio Bandeira

1ª Bienal de São Paulo
Esta é a primeira peça de relevo do design gráfico moderno brasileiro. Não por acaso, é de autoria de um artista construtivo, dando início à relação de identificação quase total entre arte construtiva e design gráfico moderno. Ondas partem do núcleo formado pelo retângulo branco - o formato consagrado de um quadro -, gerando um movimento ótico de expansão contínua. Um núcleo em expansão: ícone preciso para a edição inaugural de um evento que ecoa até hoje na produção cultural brasileira. Bienal 50 Anos, 1951-2001, 2001, p.292

Autoria: Antônio Maluf